
Você é operador de empilhadeira e realiza a troca do gás GLP da máquina? Então, atenção: você pode ter direito ao adicional de periculosidade, um benefício que representa 30% a mais sobre o salário base. Muitas vezes, esse valor deixa de ser pago por falta de informação — e o prejuízo pode se acumular ao longo dos anos.
Além de manobrar a empilhadeira, se a troca do gás faz parte da sua rotina, é essencial conhecer seus direitos. Afinal, essa atividade envolve risco real à vida e pode ser enquadrada legalmente como perigosa.
O Que é Adicional de Periculosidade?
O adicional de periculosidade é um valor adicional pago ao trabalhador exposto a atividades com risco acentuado à integridade física.
Conforme definido pela CLT e pela Norma Regulamentadora 16 (NR-16), esse direito é garantido a quem trabalha com inflamáveis, explosivos, eletricidade ou segurança pessoal e patrimonial.
No caso específico dos operadores de empilhadeira, o que configura periculosidade é o contato direto e frequente com o GLP (Gás Liquefeito de Petróleo), utilizado no abastecimento da máquina. Portanto, se a troca do cilindro se dá em local inadequado ou sem normas de segurança, a legislação pode reconhecer o direito ao adicional.
Operador de Empilhadeira Tem Direito a Adicional de Periculosidade?
De acordo com a legislação, tem direito ao adicional de periculosidade o trabalhador que realiza atividades com risco efetivo à vida. No caso do operador de empilhadeira, esse direito se aplica se houver troca frequente de cilindros de gás, principalmente em áreas sem ventilação adequada ou medidas de segurança.
Sendo assim, não basta a simples troca ocasional. Para ter validade jurídica, o risco deve ser constante e estar presente nas atribuições do cargo.
O Que Diz o Artigo 193 da CLT?
O artigo 193 da CLT estabelece que são consideradas perigosas as atividades que envolvem substâncias inflamáveis, energia elétrica ou segurança patrimonial. Dessa forma, operadores que manipulam gás inflamável regularmente estão legalmente amparados para requerer o adicional de periculosidade.
Além disso, o artigo também define que o percentual é de 30% sobre o salário base, independentemente da exposição ser por período integral ou parcial da jornada.
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Adicional de Periculosidade: Quem Tem Direito?
Embora muitas categorias possam imaginar que têm esse direito, ele é concedido apenas quando há risco real e constante.
No caso dos operadores de empilhadeira, o trabalhador precisa demonstrar que a troca de gás faz parte da rotina e que existe ausência de medidas de segurança eficazes.
Portanto, se você realiza essa tarefa com frequência, não deixe de buscar um laudo técnico e apoio jurídico para comprovar o direito.
Quando o operador de empilhadeira tem direito?
- Troca regular do cilindro de GLP – Se essa função ocorre de forma contínua, ela passa a integrar suas atividades principais, tornando o risco habitual.
- Ambiente sem controle de segurança – Quando a troca é feita em local fechado, sem ventilação adequada ou sem EPIs, o perigo aumenta, e o direito ao adicional se fortalece.
Assim, tanto a frequência quanto o contexto da troca de gás são essenciais para definir o enquadramento da atividade como perigosa.
Como Funciona o Pagamento do Adicional?
O cálculo do adicional de periculosidade é simples, mas pode gerar um impacto significativo na remuneração:
- 30% sobre o salário-base – Esse valor não incide sobre benefícios como vale-alimentação ou horas extras, apenas sobre o salário registrado na carteira.
- Pagamento retroativo – Caso a empresa não tenha feito o pagamento, é possível exigir a correção dos últimos cinco anos. Ou seja, o operador pode recuperar um valor importante, que estava sendo negligenciado.
Ademais, uma ação trabalhista com laudo técnico pode acelerar o reconhecimento e garantir o recebimento correto do valor.
Dúvidas frequentes
Quem tem direito a receber 30% de periculosidade?
Esse percentual é garantido a profissionais que atuam em atividades com risco de morte, como eletricistas, vigilantes armados e operadores de empilhadeira que manuseiam gás inflamável. A condição principal é que o risco esteja presente de forma contínua e habitual.
Quem tem direito ao adicional de periculosidade de 40%?
A legislação atual determina o percentual de 30%. No entanto, algumas convenções coletivas ou acordos específicos podem prever percentuais maiores, como 40%, principalmente em atividades que envolvem maior risco ou jornadas ampliadas.
Por isso, é importante verificar o que está estipulado na convenção da sua categoria.
Em conclusão, o adicional de periculosidade é um direito que pode trazer ganhos expressivos, especialmente se você realiza a troca de gás da empilhadeira com frequência.
Ainda que o empregador não reconheça essa atividade como perigosa, a Justiça pode garantir o benefício com base em provas técnicas.
Se essa é a sua situação, procure orientação de um advogado trabalhista. Ele poderá solicitar um laudo pericial, avaliar seu histórico de trabalho e entrar com uma ação, caso necessário.
Assim, você garante não só uma compensação justa, mas também o respeito aos seus direitos como trabalhador.