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Ética, rapidez e transparência

Somos um escritório de advocacia especializado na oferta de soluções jurídicas de caráter preventivo, consultivo e contencioso, nas principais áreas do direito

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    Fornecer serviços de elevada qualidade, diferenciado do mercado, com foco no resultado e na absoluta satisfação do cliente, em todos os aspectos

  • Visão

    Objetivamos estar na vanguarda do direito, com profissionais qualificados, atentos a itinerância do direito, contribuindo para o benemérito de toda comunidade jurídica

  • Valores

    Nossos principais valores estão pautados na Responsabilidade Social, Ética, Transparência e Comprometimento em todos nossos trabalhos desempenhados

  • Fazemos o melhor porque acreditamos no nosso trabalho

    Área de Atuação

    Nosso escritório possui hoje em seu quadro de funcionários, advogados que atuam em vários campos do direito, onde todos os profissionais são titulados e com sólida formação acadêmica

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    03/07/2018

    Precatório: compensação de tributos com créditos de terceiros

    Precatórios

    É de conhecimento geral o “mercado” que se criou para venda de créditos inscritos como precatórios e inadimplidos, oferecidos à empresários devedores das Fazendas Públicas Municipal, Estadual ou Federal.

    Essa prática tomou lugar num ambiente fértil, onde verifica-se, de um lado, expressiva quantidade de credores da Fazenda que de tanto esperarem já perderam a esperança de um dia receberem seus créditos deferidos judicialmente e, de outro lado, uma massa de empresários inadimplentes, perante a mesma Fazenda Pública, que sofrem diante da onerosa carga tributária impingida em suas operações empresariais cotidianas.

    Em linhas práticas, o credor do crédito precatório cede seus direitos ao empresário interessado, que paga, geralmente, entre 20% e 40% do valor do crédito adquirido e, ulteriormente, apresenta requerimento de compensação específico para pagamento do tributo devido à Fazenda Pública.

    A questão que se coloca ora em debate é a efetividade e aceitação desse procedimento oferecido ao empresariado de forma exaustiva.

    Neste plano, é imperioso alertar o empresariado que tal procedimento não é de todo aceito pela Fazenda Pública e, consequentemente, pelo Poder Judiciário.

    A resistência da Fazenda Pública, se sustenta, principalmente, na ausência de um regramento legal claro e induvidoso, que autorize o procedimento em debate, calcada, portanto, no princípio da Legalidade.

    Ocorre que, apesar do disposto nos artigos 100, § 9º, da CF e 78, § 2ª, do ADCT, é forte o entendimento de que não se trata de norma autoaplicável, de modo que, a compensação depende de expressa autorização legal, nos termos artigo 170, caput, do Código Tributário Nacional.

    No caso de precatórios de natureza alimentar, mais comum no “mercado” de venda de precatórios, verifica-se ainda maior dificuldade na obtenção da compensação, por expressa exclusão contida no artigo 78, § 2ª, do ADCT.

    Não se olvidada, entrementes, que alguns empresários já lograram êxito em seus pleitos judiciais, como se verifica, inclusive, da recentíssima decisão extraída do Tribunal de Justiça de São Paulo:

    MANDADO DE SEGURANÇA – Pretensão de compensação de débito de ICMS com crédito oriundo de precatórios alimentares que foram adquiridos por cessão, nos termos do art. 6º da EC62/09 – Admissibilidade - Inteligência do art. 100, § 9º, da CF e art. 78, § 2º, do ADCT – Homologação da cessão e substituição processual – Necessidade - Recursos improvidos.

    (TJSP – Apelação / ICMS / Relator(a): Antonio Carlos Malheiros - Comarca: Guarulhos - Órgão julgador: 3ª Câmara de Direito Público - Data do julgamento: 22/05/2018) (Grifo nosso)

    Contudo, a jurisprudência majoritária tem-se posicionado de forma contrária à possibilidade de compensação dos precatórios nessas circunstâncias:


    CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL – MANDADO DE SEGURANÇA – ICMS – CRÉDITO TRIBUTÁRIO – COMPENSAÇÃO – PRECATÓRIO – DIREITO LÍQUIDO E CERTO – AUSÊNCIA – OPÇÃO LEGISLATIVA DO RESPECTIVO ENTE FEDERADO. 1. O mandado de segurança se destina à correção de ato ou omissão de autoridade, desde que ilegal e ofensivo a direito individual, líquido e certo do impetrante (art. 5º, LXIX, CF). 2. Compensação de débito de ICMS com crédito de precatório. Ausência de previsão legal. Inadmissibilidade. Inexistência de ilegalidade ou abuso de poder e ofensa a direito líquido e certo. Segurança denegada. Sentença mantida. Recurso desprovido.

    (TJSP – Apelação / ICMS / Relator(a): Décio Notarangeli - Comarca: Salto - Órgão julgador: 9ª Câmara de Direito Público - Data do julgamento: 24/05/2018) (Grifo nosso)
    APELAÇÃO – MANDADO DE SEGURANÇA – ICMS – COMPENSAÇÃO COM PRECATÓRIO DE NATUREZA ALIMENTAR – Segurança denegada – Pretensão de compensação de débitos tributários devidos ao Fisco Estadual com crédito de natureza alimentar originado de precatórios judiciais, cedidos por terceiros – Inadmissibilidade – Decisão do Supremo Tribunal Federal que suspendeu a eficácia do art. 2º da EC nº 30/2000, que introduziu o artigo 78 no Ato das Disposições Constitucionais Transitórias – Necessidade de lei específica do ente competente autorizando a compensação, na forma do art. 170 do CTN – Inexistência – Precedentes do STF, STJ e desta Corte Paulista – Sentença mantida – Recurso do impetrante improvido.

    (TJSP – Apelação - Relator(a): Maurício Fiorito - Comarca: São Bernardo do Campo - Órgão julgador: 3ª Câmara de Direito Público - Data do julgamento: 29/05/2018) (Grifo nosso)

    Portanto, o empresariado deve estar atento as vendas de “facilidades” na compensação de precatórios com tributos devidos, cientes do risco diante da palpável chance de sucumbência numa eventual ação judicial ou processo administrativo



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    28/06/2018

    A greve dos caminhoneiros e o impacto nas relações de consumo

    Greve dos caminhoneiros

    A paralisação dos caminhoneiros causou uma grande repercussão nos últimos meses. Mas, o que muitos não sabem, é que essa mobilização se iniciou muito antes do imaginado.

    No mês de outubro de 2017, foi encaminhado um ofício pela Associação Brasileira dos Caminhoneiros (ABCAM) para o poder executivo da União, com o objetivo de solicitar uma revisão e a possível dispensa das alíquotas que compõem o preço do combustível utilizado pelos caminhões brasileiros, sendo o vilão da história: o óleo diesel.

    Porém, no dia 18 de maio, foi quando realmente se pôde começar a notar a importância desses transportadores, tendo em vista o início das cobranças já solicitadas anteriormente.

    O anúncio da paralisação, iniciada pelo presidente da ABCAM, José da Fonseca Lopes, pela redução das alíquotas de PIS/COFINS, começou a preocupar parte da população que se viu diante de um caos com a falta de combustível para a circulação de seus automóveis, transportes públicos, serviços de transporte alternativo, viaturas, ambulâncias, caminhões de lixo, bem como, com a falta de alimentos perecíveis, gás, insumos industriais, etc.

    No dia 21 de maio, com a efetiva paralisação, começou-se a notar alguns, até então, considerados pequenos impactos, realmente fazerem a diferença para o cidadão e principalmente para as pequenas e grandes empresas.

    Não só a falta de combustível que se desencadeou após o dia 24 de maio em todo o país, como o preço que aumentou significativamente, gerou e ainda gerará um impacto no fornecimento de produtos e serviços das empresas privadas, que tiveram um imenso prejuízo, pois a maioria delas precisaram diminuir o ritmo de produção, tiveram suas vendas interrompidas e muitas até pararam pela falta de abastecimento e de estoque, ou seja, o que já estava ruim, conseguiu ficar ainda pior.

    Já no mercado on-line, a paralisação dos caminhoneiros teve seu ponto negativo e positivo.

    O ponto negativo, deu-se, principalmente, em razão dos diversos atrasos nas entregas dos produtos comprados pela rede mundial de computadores (internet), gerando um efeito cascata de demora para a efetivação de todas as entregas, pois, dependem de trabalhadores autônomos com caminhões, transportadoras privadas e, na maioria das vezes, do principal serviço de entregas disponível no país, os Correios, para que suas mercadorias cheguem a seus destinos finais, lembrando que todos estes serviços são quase que exclusivamente dependentes do sistema rodoviário brasileiro.

    Segundo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), as entregas das mercadorias compradas on-line e prejudicadas pela greve podem chegar com até onze dias de atraso.

    É importante destacar que, conforme disposto no artigo 39, inciso XII do Código de Defesa do Consumidor, as empresas são obrigadas a estabelecer prazo de entrega para seus consumidores, mesmo diante de eventuais imprevistos, como a paralisação de terceiros que afetou diretamente o comércio eletrônico, vejamos:

    Art. 39 - É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas abusivas: (Redação dada pela Lei nº 8.884, de 11.6.1994)

    XII - deixar de estipular prazo para o cumprimento de sua obrigação ou deixar a fixação de seu termo inicial a seu exclusivo critério. (Incluído pela Lei nº 9.008, de 21.3.1995). ”

    As empresas que não se atentarem a esse fator, poderão sofrer consequências jurídicas de acordo com as normas do CDC. Poderão os consumidores, exigir o cumprimento forçado da obrigação, nos termos da oferta, apresentação ou publicidade ou rescindir o contrato, com direito à restituição de quantia eventualmente antecipada, monetariamente atualizada, e a perdas e danos, conforme art. 35, bem como pena de multa, segundo art. 57, ambos do CDC.

    Fato é que a paralisação teve um grande impacto econômico no comércio eletrônico, que além dos retardamentos nas entregas das mercadorias, apontou-se uma significativa queda no número de compras realizadas.

    Segundo a Ebit (Instituição que mede o desempenho do varejo digital no Brasil), diminuiu a estimativa de crescimento do mercado brasileiro de 20,7% para 13,3%, o que representa uma perda de cerca de R$ 280 milhões.

    Apesar desse impacto econômico negativo, a paralisação também gerou um lado positivo para o comércio on-line.

    Há um ano o valor médio do Diesel no Brasil era R$ 3,065, um ano após, o preço médio do Diesel comum teve um significativo aumento e estava sendo vendido pelo preço médio de R$ 3,659, segundo a Agência Nacional de Petróleo. Com isso, os Correios e as transportadoras tiveram que repassar o prejuízo para o consumidor, o que impactou no aumento dos preços e na diminuição da qualidade dos serviços.

    Consequentemente, o comércio eletrônico deixou de ser atrativo, pois com o aumento do frete, houve o aumento do valor do produto, compensando ao consumidor comprar aquele mesmo produto em uma loja física de sua cidade.

    Logo, o preço do combustível baixando, os correios e as transportadoras voltarão a cobrar o preço da tarifa antiga, o que permitirá aos vendedores on-line baixarem os preços dos produtos, fazendo com que o comércio on-line volte a ser atrativo para os consumidores.

    Assim, tanto o comércio eletrônico quanto os consumidores serão beneficiados com a redução do valor do combustível.



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    14/06/2018

    Empregado inapto para o trabalho: dicas para o empregador

    Empregado inapto para o trabalho

    Qualquer pessoa está sujeita a sofrer um acidente, podendo ocorrer em casa, na rua e até mesmo no ambiente de trabalho.

    Diante disto, qualquer empresa pode ser surpreendida repentinamente com a notícia de que seu funcionário sofreu um acidente, e que este não poderá mais exercer suas funções por um determinado período.

    Caso o funcionário permaneça impossibilitado de exercer suas funções no trabalho, e apresentar atestado médico por período superior a 15 dias, o mesmo deverá passar por perícia médica da Previdência Social, para confirmar a sua incapacidade laboral.

    Ao ser declarado inapto pelo INSS para laborar suas atividades habituais, o funcionário passará a receber o benefício de auxílio doença, a depender de sua patologia.

    Passado determinado período, uma nova perícia do INSS dá a chamada "alta médica", entendendo que aquele trabalhador possui condições de retornar ao trabalho, suspendendo assim o benefício de auxilio doença. E é justamente nesta fase que a maioria dos problemas começam a surgir.


    ATENÇÃO! 
    As orientações deste texto são voltadas para a empregador e os cuidados a se tomar nestas ocasiões.
    Caso queira conferir a dicas por parte do trabalhador, é só clicar aqui


    Ao suspender o benefício de auxilio doença, a regra padrão é que este funcionário / trabalhador se apresente novamente na empresa, mas na realidade isto nem sempre é possível.

    Quando este funcionário retorna do INSS, após ter realizado perícia médica que o declarou apto a exercer suas funções laborais, ele também precisa passar por uma avaliação médica do Serviço de Medicina do Trabalho da empresa (outra avaliação médica).

    Se esta avaliação médica do serviço de Medicina do Trabalho entende que este funcionário não está apto para voltar às atividades, discordando assim do entendimento da Perícia médica do INSS, a empresa deve tomar a precaução de informar ao INSS essa discordância e protocolar um pedido, informando que não concorda com este resultado da alta medica, e que considera aquele trabalhador incapaz para o trabalho, sendo possível até mesmo apresentar um recurso administrativo contra essa decisão.


    Porque isto é importante? 

    Caso não seja tomado esse cuidado e o trabalhador continue nesta situação não recebendo nem pelo INSS (através do auxílio doença), e nem podendo voltar a trabalhar, a empresa poderá ser condenada no âmbito da Justiça do Trabalho, que irá obrigar a empresa a assumir o salário deste trabalhador por todo o período que o mesmo ficou sem amparo, tanto do INSS quanto da empresa.

    Causando assim um prejuízo enorme para o pequeno empreendedor, ou até mesmo para grandes empresas, tamanho o rombo financeiro que isso pode causar.

    E a solução para este problema é muito simples: ter o cuidado de fazer o protocolo e entrar com um recurso administrativo no INSS.

    Outra situação também frequente, ocorre quando o serviço de Medicina do Trabalho da empresa concorda com a alta do INSS, considerando assim realmente que aquele funcionário está apto para o retorno de suas atividades.

    Ao retornar para a empresa, é de suma importância que o serviço de Medicina do Trabalho faça um laudo / parecer médico deste trabalhador, que seja o mais completo possível. Dizendo exatamente o que ele pode ou não pode fazer, qual foi a sua lesão, o motivo do afastamento anterior (por mais que ele não esteja afastado), e é importante que a empresa mantenha guardado este documento.

    Outro documento que é necessário arquivar, o atestado médico inicial (aquele primeiro atestado que levou ele ao médico).

    E se possível que seja feita uma avaliação periódica neste funcionário, e arquivado todas estas avaliações médicas dele, porque as vezes, este trabalhador estava afastado por motivo de auxilio doença comum, por exemplo torceu o pé jogando futebol no final de semana e, ao voltar as suas atividades dentro da empresa, tropeça na escada torce o pé novamente e passa a ser enquadrado como acidente do trabalho.

    Então, a repercussão é muito negativa para o empregador que vai ter que lidar com a estabilidade de 1 ano e necessitará depositar o FGTS, mesmo com esse segurado afastado, podendo inclusive ter que indenizá-lo, quando na realidade, aquele problema no pé dele teve outra origem que originalmente não se enquadrava como um acidente do trabalho.

      
    Retorno ao trabalho

    Se o empregado tiver algum tipo de sequela e não puder retomar ao seu antigo cargo, a empresa poderá oferecer um programa de readaptação para que ele possa exercer nova atividade.

    De acordo a legislação trabalhista, o período de estabilidade do segurado que recebe auxílio-doença é de 12 meses. Porém, no caso de auxílio-doença comum, não há estabilidade garantida após o retorno.



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    12/06/2018

    Entenda a diferença entre Sonegação e Inadimplência fiscal

    Sonegação e Inadimplência fiscal

    A Lei 8137/90, que define crimes contra a ordem tributária, econômica e contra as relações de consumo, traz em seu artigo 1º que “constitui crimes contra a ordem tributária suprimir ou reduzir tributos, mediante omissão e fraude”.

    Além disto, a definição de Tributo está elencada no artigo 3º do Código Tributário Nacional, vejamos:

    Art. 3º - Tributo é toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir, que não constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada”

    À vista disto, tributo é um valor correspondente a determinada atividade regulamentada por lei Federal, Estadual ou Municipal, e que deverá estar sempre previsto em lei pelo órgão ou instituição competente, que não corresponda a pagamento de penalidade.

    No que tange ao crime contra a ordem tributária, ele apenas se configura quando o agente suprime, elimina, cancela, extingui o tributo devido ou reduz, paga menos que o valor devido.

    Esclarecida a questão do que é um tributo, passaremos a esclarecer a diferença entre sonegação e inadimplência fiscal que, muito se confunde na nomenclatura, mas, difere-se entre si na questão do delito.

    A sonegação, definida no artigo 1º da referida colacionada anteriormente, constitui crime fiscal e é caracterizada pela ação ou omissão dolosa que tende impelir ou retardar o conhecimento da autoridade tributária competente ou indicação de falsos dados na contabilidade e/ou demais obrigações acessórias para suprimir ou reduzir o valor do tributo devido, como por exemplo, deixar de registrar em livros próprios suas ações comerciais.

    Existem efeitos legais relacionados à tipicidade da sonegação fiscal, como por exemplo, o Lançamento Tributário - que é a formalização da obrigação tributária - e, o Crédito Tributário - que é o vínculo jurídico obrigacional, por força do qual o Estado exige do contribuinte ou responsável o pagamento de tributo ou de penalidade pecuniária.

    Desta forma, se quaisquer dos dados da contabilidade de uma empresa forem alterados, haverá a tipificação do crime de sonegação fiscal. Exemplificando, se houver lançamento tributário inferior nas formalizações com intuito de prejudicar o Fisco e houver benefício do contribuinte com valor reduzido daquele tributo, haverá crime.

    Assim, muitas empresas veem na sonegação uma forma de não pagar impostos e com isso, obter um lucro maior, no entanto, isso pode gerar graves consequências à ela, como a punição com multa e, ainda, pena de reclusão de dois a cinco anos.

    Já a “inadimplência fiscal” não configura crime, uma vez que, o simples não pagamento de tributos não passa de um descumprimento administrativo de natureza não criminal.

    A inadimplência conduzirá à uma aplicação de penas administrativas e a inscrição em dívida para fins da extração da certidão de dívida ativa (CDA), que é um título extrajudicial que aparelha a execução fiscal promovida pela Fazenda Pública.

    Tomamos como exemplos ações que caracterizam a inadimplência fiscal:

    • O não recolhimento dos tributos federais, que devem ser declarados; 

    • O INSS devido que não foi pago; 

    • Os tributos estaduais a recolher que devem ser declarados nas informações mensais apresentadas aos Estados e Distrito Federal e constantes nos livros de apuração do ICMS, conforme lançamentos contábeis; entre outros. 

    A carga tributária excessiva desperta o interesse do contribuinte, na procura de meios para desempenho de sua atividade econômica de forma menos onerosa, daí o número cada vez maior de inadimplentes no Brasil.

    Contudo, em virtude da indisponibilidade financeira, deixou de recolher tempestivamente o imposto no valor apontado. Desta forma, este contribuinte estará sujeito à inscrição na dívida ativa, seguida de execução fiscal para cobrança do tributo devido mediante expropriação de seus bens.

    Portanto, as duas ações não se confundem, uma vez que, uma trata-se de crime e a outra meramente, em descumprimento administrativo.


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