Seu navegador não suporta Javascript! Brasileiros famosos que você não sabia que foram advogados | Alves Araujo

25 de outubro de 2016

Brasileiros famosos que você não sabia que foram advogados

Como já é de costume, todas as terças-feiras trazemos alguma curiosidade em nosso site (ou em nosso Facebook) sobre o mundo jurídico. E hoje, na nossa seção semanal, trouxemos uma lista de 8 brasileiros muito conhecidos que possuem formação em Direito, mas que por não terem se tornado conhecidos pela atuação advocatícia, não têm seus nomes associados à profissão. Confira!


Getúlio Vargas

Getúlio Vargas
Um dos principais presidentes da história do Brasil – senão o mais importante, Getúlio Vargas, antes de qualquer coisa, era advogado. Matriculou-se em 1904 na Faculdade Livre de Direito de Porto Alegre, atual UFRGS, e concluiu o bacharelado em Direito em 1907. Trabalhou inicialmente como promotor público no fórum de Porto Alegre, mas decidiu retornar a São Borja, sua cidade natal, para exercer a advocacia.

Entrou na vida política em 1909, quando se elegeu para o cargo de deputado estadual. Chegou à presidência da República em 1930, dando início à Era Vargas, que durou até 1945. Retornou ao posto em 1951, eleito democraticamente, e suicidou-se em 22 de agosto de 1954, antes de concluir o mandato. Getúlio foi mais um da lista de presidentes do Brasil com formação em Direito: dos 38 que ocuparam o cargo, 22 eram juristas.


Vinícius de Moraes

Vinícius de Moraes
Mundialmente conhecido por ser o autor da letra de Garota de Ipanema – simplesmente a música brasileira mais regravada na história – e de tantos outros clássicos da MPB. Mas poucos sabem que ele também já foi advogado. Ele ingressou na Faculdade Nacional de Direito (UFRJ) em 1930 e graduou-se em Ciências Jurídicas e Sociais em 1933.

Sua carreira fora da arte é um pouco confusa: trabalhou como censor cinematográfico no Ministério da Educação e Saúde, foi crítico de cinema no jornal A Manhã, colaborador da revista Clima, trabalhou no Instituto dos Bancários e fez carreira de diplomata, atuando em Los Angeles, Paris e Roma. Aos 55 anos, foi aposentado compulsoriamente da carreira diplomática quando o regime militar emitiu o AI-5. O motivo apontado para o afastamento foi que seu comportamento boêmio o impedia de cumprir suas funções. Vinícius de Moraes continuou escrevendo peças de teatro, livros e músicas e é um dos principais poetas brasileiros que já existiu.


Clarice Lispector

Clarice Lispector
Antes de se tornar uma das escritoras mais influentes da literatura brasileira, se graduou em Direito na Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Nascida na Ucrânia e naturalizada brasileira, Clarice passou a maior parte da infância e da adolescência em Pernambuco e decidiu estudar advocacia incentivada por seus desejos de mudança social. Seu principal interesse era a reforma dos sistemas penitenciários. Chegou a trabalhar como secretária em um escritório de advocacia, mas começou a se envolver mais fortemente com a literatura e resolveu seguir nesta área.

Como escritora, publicou cerca de 30 obras e ganhou dois prêmios Jabuti – o mais tradicional e prestigiado prêmio da literatura brasileira, em 1961 com a obra de contos Laços de Família e em 1978, com o romance A Hora da Estrela.


Assis Chateaubriand

Assis Chateaubriand
Assis Chateaubriand é tido como o responsável pela chegada da televisão ao Brasil, já que inaugurou a primeira emissora de TV do país, em 1950. Chatô fez carreira como jornalista, trabalhando em diversos veículos de comunicação, mas – como era comum na época – sua formação original era pela Faculdade de Direito do Recife, onde após graduado foi professor de Filosofia do Direito.

Chateaubriand foi dono dos Diários Associados, que em seu auge contou com mais de cem jornais, emissoras de rádio e TV, revistas e agência telegráfica e chegou a ser o maior conglomerado de mídia da América Latina. Também é conhecido como o cocriador e fundador do Museu de Arte de São Paulo, o MASP. Foi senador por duas vezes, embaixador do Brasil no Reino Unido e ocupou uma cadeira na Academia Brasileira de Letras.


Adhemar Ferreira da Silva

Adhemar Ferreira da Silva
As duas estrelas douradas em cima do símbolo do São Paulo Futebol Clube estão lá graças a um advogado. Adhemar Ferreira da Silva foi o primeiro brasileiro a ganhar uma medalha de atletismo em Olimpíadas. Competindo no salto triplo, Adhemar ganhou dois ouros: nos jogos de Helsinque 1952 e de Melbourne 1956, exatamente as conquistas que lhe renderam o reconhecimento no escudo do clube onde treinava.

Ao contrário dos demais nomes da lista, Adhemar cursou a faculdade de Direito após as conquistas que o tornaram famoso. Aos 41 anos, se formou na Faculdade Nacional de Direito da Universidade do Brasil, mas nunca atuou na área.


Rorion Gracie

Rorion Gracie
Rorion Gracie é um dos criadores do UFC – o mais importante torneio de artes marciais da atualidade – e também possui formação em Direito, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Ele é empresário de uma rede de academias de jiu-jitsu e uma das oito pessoas no mundo a possuírem a faixa vermelha do jiu-jitsu brasileiro, a mais alta desta arte marcial.


Monteiro Lobato

Monteiro Lobato
Monteiro Lobato é outro que estudou Direito e trabalhou na área antes de se tornar um escritor reconhecido internacionalmente. Nascido em Taubaté, diplomou-se bacharel em 1904 na Faculdade de Direito da USP. Atuou na promotoria de Taubaté e como promotor público em Areias, interior de São Paulo, até receber uma herança deixada pelo avô e se tornar fazendeiro.

As principais obras do escritor foram livros infantis e entre seus personagens mais conhecidos estão os do Sítio do Picapau Amarelo: Emília, Pedrinho, Visconde de Sabugosa, a Cuca e o Saci Pererê, além de Jeca Tatu, da obra Urupês. Monteiro Lobato foi proprietário da Fazenda Buquira, fazenda que serviu como inspiração para o cenário de muitas de suas histórias, que até hoje é preservada como centro de visitação e é localizada no município que foi batizado com o seu nome.


Carlos Alberto de Nóbrega

Carlos Alberto de Nóbrega
O humorista e apresentador do programa A Praça É Nossa é advogado formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e chegou a trabalhar na área durante seis meses, mas seu interesse mesmo era pela carreira no Rádio e as produções humorísticas. Trabalhou ao lado de nomes como Ronald Golias e Jô Soares. Escreveu, produziu e atuou no programa Os Trapalhões, além de tantos outros programas de humor de sucesso da Televisão. Desde 1987 apresenta o A Praça é Nossa, no SBT.

E aí, deixamos alguém muito importante de fora? Comente e nos ajude a completar essa lista.

Fonte: Projuris





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